quarta-feira, 5 de junho de 2013

Patrimonio - Maio 2013

Se para a maioria dos blogueiros maio foi um mês ruim, para essa patricinha que vos fala foi um mês PÉSSIMO! Não consegui atingir NENHUMA das minhas metas. Gastei 4k no cartão de crédito (auto-controle, cadê você?), aportei pouco e tive rendimentos horrorosos. Para piorar, minha vida profissional foi marcada por fortes emoções esse final de mês. Trabalhei igual uma louca, me alimentei mal, deixei de participar de confraternizações por conta do trabalho, me estressei a beça... Tive alguns problemas que achei que não fosse conseguir resolver (e por ironia do destino resolvi), fiquei me achando uma bosta de profissional. E chorei (sim sou mulherzinha), chorei a beça, marido me consolou, descontei a raiva nele, chorei mais ainda (de raiva de tudo e de culpa por ter descontado a raiva nele).

Mas agora já passou. Passei um corretivo e um blush pra esconder a cara de derrotada e me reergui. Espero que compreendam o porquê de mais uma vez eu ter me atrasado para publicar meu patrimônio.

Agora vamos ao que interessa. Tentarei ser breve, prometo.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Pra que serve a moda?

Há um tempinho atrás passei em frente a uma loja badalada e uma calça me chamou a atenção. Ela tinha um corte bonito e uma estampa diferente. Procurei o preço (cada vez mais difícil de se localizar numa vitrine) e segui meu rumo, custava mais de 800 dinheiros, inviável para mim.

Sábado passado sai para tomar um chopp e quando reparei, aquela estampa, que por ora tinha sido considerada diferente, estava por todos os lados. Era o novo ícone da moda, a nova tendência. Inicialmente fiquei aliviada por ter resistido a tentaçao de comprar. Imagina "investir" tanto em uma peça buscando ser diferente e no final me tornar mais um entre os iguais?

A peça era a calça listrada branca e preta, agora conhecida como calça Beetlejuice.


Fiquei pensando no significado da moda e no quanto ela influência nossa vida. Certo que já fazem milhares de ano que as roupas pararam de servir exclusivamente para proteger o corpo. A evolução dos cortes, tecidos, acompanhou a evolução da humanidade. Roupas demonstram o estilo da pessoa, sua personalidade e até o seu humor. Isso não questiono, reconheço a importância.

O que me assusta, é a velocidade com que tudo acontece hoje em dia. Novas tendências são lançadas a cada estação com único objetivo de aumentar o consumo. E o que deveria diferenciar uniformiza, deixa todas iguais. E por ser visto a toda hora logo enjoa, sendo necessária uma nova tendência para substituir a anterior. Já tive algumas amigas e muita conhecidas vítimas desse sistema. Armários cada vez mais cheios e carteiras (e almas) cada vez mais vazias. Para compensar os gastos no cartão trabalham cada vez mais, e logo vem o pensamento "trabalho tanto que mereço" e assim entra naquele ciclo trabalho x consumo que a gente já conhece e já discuti num post anterior. 

Eu continuo tentando seguir o caminho do meio. Gosto de andar bem vestida e tento aproveitar meu guarda-roupa da melhor maneira que posso. Faço compras em boa lojas, mas sempre aproveitando as liquidações. Confesso que adoro uma roupa nova, mas antes de comprar algo sempre me faço duas perguntas: eu realmente preciso de mais uma peça? eu terei vergonha de usá-la daqui a 6 meses/ 1 ano? Se a resposta a alguma das perguntas for negativa, é pequena a chance de passar o meu cartão. Pequena, pois como patricinha ainda dou minhas derrapadas. 

Beijos da Pati!


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Por uma vida mais tranquila

Acordar sem despertador, tomar café da manhã com calma e ir para a academia, que às 11h da manhã costuma ficar bem vazia. Comprar no mercado local os ingredientes que faltam para fazer um almoço gostoso, que será degustado com uma taça de vinho. Aproveitar a tarde para ler um pouco e fazer as unhas. Em seguida visitar a mãe e depois retornar para casa, para passar o fim de noite com o marido.

Essa poderia ser a descrição de um domingo preguiçoso, de um início de férias gostoso ou o dia a dia de alguma madame. Mas não, foi apenas a quarta-feira de uma patricinha trabalhadora, que está tentando levar uma vida mais leve.

A verdade é que a vida de um profissional liberal em início de carreira é marcada por dias de muito trabalho, madrugadas em claro e domingos sem folga, intercalados por períodos de marasmo em que nenhuma oportunidadezinha aparece. E se antes esses períodos me deixava irritada, me sentindo frustada e fracassada, agora resolvi mudar o olhar. E aproveitar esses momentos para me curtir.

Vejam bem, não se trata de perder a ambição, mas apenas de aceitar que algumas coisas levam tempo para acontecer. Eu tenho me esforçado bastante para ser reconhecida na minha profissão, mas sei que não serei referência na minha área da noite pro dia. Isso leva tempo, e me estressar definitivamente não vai fazer esse tempo passar mais rápido.

E então fiquei pensando o quanto a frugalidade contribuiu para essa mudança de visão. Fiquei pensando no ano passado, quando estava cheia de dívidas e projetos (muito caros) para o casamento. Passava o tempo todo trabalhando, pensando em como ganhar dinheiro, fazendo contas, planilhas. Ficar à toa me estressava, e me fazia aceitar qualquer oportunidade de trabalho que surgisse, mesmo que ela não fosse tão interessante assim. E ainda tinha que ouvir que os gastos da festa não eram nada perto dos gastos do dia a dia de casada. Não podia aceitar isso! Não queria viver nessa pressão para sempre!

Foi então que resolvi viver uma vida diferente. Abri mão de ter uma empregada, de fazer um financiamento imobiliário, de ter um carro zero, um armário cheio de sapatos e uma cozinha com móveis planejados. Hoje lavo minha própria louça, moro de aluguel num apartamento pequeno, uso um carro velho (presente do papai), não tenho tantas roupas e tenho móveis doados por parentes ou garimpados no brechó. Tenho um padrão de vida bem abaixo do meu salário, e isso me faz muito bem.

Não ter dívidas me traz uma sensação de liberdade incrível. Saber que posso pagar minhas contas do mês mesmo que ganhe apenas metade do esperado me dá tranquilidade para aguardar as boas oportunidades surgirem. E isso, sem dúvida é o que me faz ter uma vida muito mais feliz!

Beijos da Patricinha!



Só pra constar esses pés não são meus. Achei essa foto no google.







segunda-feira, 6 de maio de 2013

Patrimonio - Abril 2013

Esse fim de mês foi um pouco corrido, o que acabou atrasando a divulgação da minha carteira. Peço desculpa aos colegas, e espero que ainda de tempo de entrar no ranking!

O mês de abril foi muito bom para os meus investimentos. Consegui cumprir todas as minhas metas pré-estabelecidas. Aportei R$ 6265,30, bem menos do que no mês passado, mas ainda assim, acima da minha meta de 6k mensais. Esse dinheiro, junto com os R$122,16 que ganhei de dividendos, foi usado para a compra de um lote de CIEL3. Minha carteira agora ficou assim:



Ela valorizou 0,49% esse mês. Novamente, acima do bovespa (minha segunda meta). Fiquei bem feliz! Esse mês não pretendo mudar a composição dela. Escolherei um ou duas delas para aportar.



Os títulos do tesouro também valorizaram um pouco esse mês, depois de um período de reajuste. Não comprei nenhum título novo nesse período e tampouco pretendo comprar nesse mês.


E o meu outro investimento desvalorizou de novo. Ou seja, mais uma vez tive uma rentabilidade final negativa... Aliás, não deve ser muito difícil descobrir o que compõe uma parte desse meu outro investimento, né. Nada desvalorizou tanto esse ano... heheheh

No final, minha carteira consolidada ficou assim:


E por último, cumpri minha última meta. Que é a de me manter o patrimônio além da expectativa para aquele mês. 



Pro próximo mês manterei as mesmas metas. Acabei extrapolando um pouco no cartão na viagem (malditas maquiagens do free shop) e talvez isso comprometa um pouco meu aporte. Mas vou me esforçar, afinal, finalmente ultrapassarei os 50k investidos! Já estou quase na metade do caminho! Venha 100.000, já posso sentir o seu cheiro!

Beijos da Pati!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Pequenas metas e suas recompensas





Ontem a noite, marido chegou do trabalho com um encarte que uma joalheria me enviou pelo correio. Muquirano de jeito que ele é, antes de me entregar já fez a pergunta: - te enviaram isso, posso jogar fora?

A minha resposta de patricinha foi óbvia, e o encarte ficou lá em cima da mesa. Hoje pela manhã resolvi folheá-lo e meus olhinhos brilharam, era uma mais linda que a outra... 

Sempre fui apaixonada por jóias, desde a adolescência adorava admirar as vitrines das joalherias, e ver aquelas pecinhas reluzentes tão longe da minha realidade. Quando comecei a trabalhar, uma das primeiras coisas que comprei foi um par de brincos de ouro. Eles eram pequenos, beeem pequenos, com uma camada tão fina, que qualquer movimento mais brusco quebraria. Mas tudo bem, era o que eu poderia pagar na época, e todos os dias eu os usava feliz e contente. Nos meses seguintes, cheguei a comprar outros, tão humildes quanto o original, e assim comecei minha pequena coleção de jóias. 

No período pré casamento, finalmente ganhei minhas primeiras jóias de verdade. Um par de brincos de ouro com brilhantes do marido e um outro um pouco mais simples, mas ainda assim lindo, da minha mãe. Nem preciso dizer o quanto fiquei feliz e que uso eles sempre que possível, né? 

Após o casamento surgiram algumas oportunidade e tive um aumento considerável na minha renda. Mas ao mesmo tempo passei a controlar bem os meus gastos. Comecei a aportar, e esse ano estabeleci minha primeira meta, que eu já cansei de falar aqui. A de atingir 100.000 reais investidos até o final do ano. 

E se antes as pecinhas reluzentes estavam foram da minha realidade, agora elas estão acessíveis. Porém obter uma delas atrapalharia muito meus aportes. E aí pensava, será que vale a pena abrir mão totalmente do meu maior desejo consumista? Eu não ligo para carros caros, não uso muitas roupas de marcas, não tenho empregada doméstica... Terei que esperar atingir a independência financeira para conseguir minha coleção de brilhantinhos?

Para tentar obter um equilíbrio decidi que para cada pequena meta que eu alcançar me darei uma recompensa. Tracerei metas anuais, e sempre que cumprí-las me darei de presente algum desejo de consumo no valor máximo de um mês de aporte. 

Fiz alguns cálculos para saber o quanto isso vai influenciar na minha caminhada rumo a independência financeira, mas vou postá-los num próximo post para não me alongar demais. Mas gostaria de saber de vocês caros colegas, se também tem algum desejinho consumista. E o que fazem para equilibrar esse desejo com o objetivo de aportar? 

Beijos da Pati

terça-feira, 9 de abril de 2013

Mini férias

Pessoal, primeiramente obrigada pelos comentários no post anterior. Ainda não decidi em qual ação aportar esse mês. Já transferi uma parte do que recebi para a corretora e vou deixar ali parado até tomar uma decisão.

A verdade é que esse mês estava bastante desanimada com a minha vida profissional. Não sei se já falei por aqui, mas sou uma profissional liberal, ainda em início de carreira. Infelizmente, venho de família pobre, não tenho nenhum parente que trabalhe na mesma área que eu para dar um empurrãozinho. To batalhando para ser reconhecida pelo mercado, mas tá foda. Só quem começa do zero sabe como é foda. Em março consegui poucos trabalhos e ainda levei calote de um cliente. Ou seja, derrota total.

E ai eu aproveitei que uma amiga estava de férias esse mês, e resolvi fazer algo completamente contra os princípios de economia doméstica, mas totalmente a favor de uma vida mais feliz, uma viagem em cima da hora! Compramos a passagem numa promoção que já estava quase no fim (ok, não estava tão barato, mas também não estava caro), alugamos um apê e em breve partiremos para 5 dias em Buenos Aires. Marido não vai poder ir dessa vez, será uma viagem mulherzinha. Mas sem piadinhas, ok, sou uma esposa fiel. Como tinha um dinheirinho sobrando na conta acredito que eu vá conseguir aportar a minha meta esse mês, mesmo com essa viagem no meio do caminho. Para isso viverei o resto do mês em frugalidade extrema, nada de compras além do necessário (ok, na viagem me permitirei levar alguma buginganga) e nada de comer fora de casa.

Aceito dicas de como economizar (e ao mesmo tempo aproveitar), na capital portenha! De cara já exclui os outlets do roteiro, dizem que não vale a pena e eu quero evitar cair em tentação. E juro que vou tentar não comprar lembrancinhas e me controlar no free shop (ai as maquiagens!).

E pra provar que quando a gente muda por dentro as coisas melhoram, hoje recebi um telefonema me chamando para trabalhar. Vai ser um emprego fixo, com uma carga horária pequena, e um salário menor ainda. Mas vai ser numa área que eu amo, que me sentirei útil, e me dará chances de crescimento a longo prazo.

É isso galera,

Beijos da Pati!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Minha carteira de ações

Minha carteira de ações ainda está em fase de construção. Meu objetivo é formar patrimônio (não pretendo fazer trades, pelo menos por enquanto), escolhendo empresas boas e usando a estratégia buy and hold. Estou a bastante tempo estudando sobre como fazer análise de empresas, mas só hoje assisti um vídeo que conseguiu dar uma organizada em tudo que eu estudei.

O vídeo é esse aqui: http://www.youtube.com/watch?v=1ihUxi7xLwo

É um vídeo um pouco antigo, e bem básico. Talvez pra quem já tenha muita esperiência com ações não acrescente muito, mas se você ainda é um investidor iniciante eu recomendo bastante. É longo mas vale a pena, acredite.

Minha carteira de ações está composta da seguinte forma:



As ações ETER3,GRND,BBAS3, ABCB4 e CCRO3 contemplam todos so meus requisitos. Apresentam patrimônio crescente, lucros consistentes e divida e caixa equilibrados (no caso dos bancos, tem um índice de basiléia maior que 14) e boa governança (apesar de eu ainda ter dificuldade em avaliar esse último ítem). E além disso, apresentam uma boa precificação. Já tem lugar garantido na minha carteira por esse ano.

Agora as ações PETR4 e VALE5 confesso que comprei com aquele pensamento "são bluechips e estão baratas então vale a pena". Analisando agora os balanços constatei o óbvio, os últimos anos delas foram muito ruins. Acredito que isso mude no longo prazo, não sei quando. A minha dúvida é, vale a pena ficar investindo nessas empresas que ainda patinarão por um tempo esperando elas subirem? Será que investindo aí não perderei a oportunidade de investir em empresas que já estão crescendo agora e continuarão crescendo no futuro? Fiquei na dúvida. Deixarei elas em quartena até decidir.

Esse mês pretendo investir metade do meu capital em alguma das empresas do primeiro grupo, e outra metade em alguma nova. Vou manter essa estratégia até chegar aos meus 10 ativos. A principio penso em acrescentar a AMBV4. É uma empresa com bons fundamentos e vantagem competitiva incontestável. Estava com um pouco de preconceito de entrar nela devido a cotação alta. Mas estudando um pouco mais percebi que isso não faz muito sentido dentro da estratégia que pretendo seguir.

E aí, o que acham? Aguardo opinião de vocês!

Beijos da Paty!